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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar

A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto, Minas Gerais, é uma das edificações católicas mais conhecidas entre as que foram erguidas durante o Ciclo do Ouro. [1]

Igreja do Pilar Ouro Preto e Lampião - B&W
Foi construída em torno de uma capela erguida a partir de 1696[2] ou nos primeiros anos do século XVIII e ampliada em 1712 com recursos dos devotos, embora as intervenções principais tenham seguido até o final do século.[3]
Já a devoção de Nossa Senhora do Pilar foi trazida provavelmente de São Paulo, na bandeira de Bartolomeu Bueno, tendo a imagem sido entronizada na primitiva capelinha que antecedeu o templo.[2]
A Paróquia do Pilar foi a mais rica e populosa em Vila Rica, já que reuniu o maior número de irmandades e, por isso, a Matriz recebeu mais ornamentos em preparação para uma "boa morte".[3] As irmandades tinham lugares específicos dentro do templo, uma forma de representar e expressar a hierarquia social dos fieis.[4]
O "livro de compromissos" relacionava a participação das irmandades Santíssimo Sacramento (1712), Nossa Senhora do Pilar (1712), São Miguel e Almas (1712), Rosário dos Pretos (1715), Senhor dos Passos (1715), Sant'Anna (primeiro quartel) e Nossa Senhora da Conceição (até o primeiro terço do século XVIII).[5]
A igreja está localizada na Praça Monsenhor Castilho Barbosa.


Igreja do Pilar Ouro Preto  - P&BAspectos arquitetônicos
Seu projeto é atribuído ao engenheiro militar Pedro Gomes Chaves Xavier[6][7] a partir de traçado poligonal de 1736 atribuído a Antônio Francisco Pombal.[7]
A disposição da construção é em cruz latina, concepção de linhas retas que não pode ser remetida ao barroco.[3]
Entre 1828 e 1848, o frontispício foi reconstruído em pedra.[3]
Uma das peculiaridades deste templo é a transposição da porta de entrada, um recurso utilizado para causar "uma sensação de surpresa e encanto".[7]
Seu interior é ornamentado com o trabalho de carpintaria feito por Antônio da Silva e Antonio Francisco Pombal,[3] irmão do pai de Aleijadinho.[8]
A talha da capela-mor, considerada a obra-prima do gênero no período,[7] foi realizada por Francisco Xavier de Brito e executada de 1746 a 1751, ou seja, até a sua morte.[3] O trabalho inclui a Virgem do Pilar entronizada em local tradicionalmente reservado ao Santíssimo Sacramento e a coroação é rodeada por vários anjos e querubins de diferentes tamanhos.
As colunas salomônicas e as pilastras chamadas de quartelões foram adotadas como elementos de suporte,[7] mas também exaltam a força e a virilidade.[4]
O arco-cruzeiro teve o trabalho do entalhador Ventura Alves Carneiro em 1751. O resplendor do trono da capela-mor recebeu em 1754 a talha de José Coelho de Noronha.[3]
A talha variou do estilo nacional-português ao joanino.[3]
Os altares de São Miguel, dos Passos, Rosário dos Pretos e Sant'Anna foram feitos entre 1733 e 1735 por Manoel de Brito. O único altar que não teve seus trabalhos foi o de Santo Antônio.[3]
O trabalho de pintura e um artifício "cênico", a marmorização, foram feitos por João de Carvalhais e Bernardo Pires.[4]
O forro da nave tem um conjunto pictórico rococó de 1768 também atribuído a João de Carvalhais.[3] São quinze painéis com molduras marmorizadas e faiscadas que retratam passagens do Antigo Testamento.[4]
O templo teve também obras no telhado e instalação de para-raios.[9]
As cores seguem o padrão cromático atual e as características de uma fotografia datada de 1988, data da última vez que o templo foi pintado. As cores são vermelho sangue-de-boi, verde colonial e amarelo ocre nas janelas, portas e molduras; alvenarias em branco-neve; e gradis em preto. As molduras em massa, em amarelo claro, estão nos cunhais posteriores, cimalhas e volutas do frontão da fachada principal.[9]
A tinta utilizada, nas atuais intervenções, é mais natural, à base de silicato e com a cal, aspectos que conferem mais durabilidade, resistência, impermeabilidade e desempenho técnico.[9]


Visitação: Ter a Dom 09h às 10h45 e 12h às 16h45


*Ingresso: Inteira R$ 4,00 / Meia R$ 2,00
* O ingresso é válido para visitação da igreja de nossa Senhora do Pilar, do Museu de Arte Sacra com muitas outras atrações, da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e da Igreja de São Francisco de Paula

Referências
1.↑ BASTOS, Rodrigo Almeida. (2007). A ordem sagrada da república colonial. Revista Urbana. 1 (1)
2.↑ a b ALVES, Célio Macedo. Um Estudo Iconográfico. In: COELHO, Beatriz (org.). Devoção e Arte. 1a edição. São Paulo: Edusp, 2005
3.↑ a b c d e f g h i j CAMPOS, Adalgisa Arantes. Roteiro Sagrado: monumentos religiosos de Ouro Preto, Editora Francisco Inácio Peixoto. Belo Horizonte, 2000. p.9-16
4.↑ a b c d e f FERNANDES, Luciano de Oliveira. (2009). A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto: teatro sacro e alegorias de um discurso teológico-político. II Encontro Memorial do ICHS-UFOP
5.↑ CAMPOS, Adalgisa Arantes. Introdução ao Barroco Mineiro, Editora Crisálida. Belo Horizonte, 2006. p.14
6.↑ Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar. Página visitada em 09/08/2008.
7.↑ a b c d e OLIVEIRA, Myriam Andrade Ribeiro de. Barroco e rococó na arquitetura religiosa da Capitania de Minas Gerais. In: História de Minas Gerais - As Minas Setecentistas - v.2. 1ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, p.365-382
8.↑ MENEZES, Ivo Porto. (2007). Os frontispícios na arquitetura religiosa em Minas Gerais. Cadernos de Arquitetura e Urbanismo. 14 (15)
9.↑ a b c BRAGA, Ernesto.(2 de abril de 2010). Vida longa para dois monumentos. Caderno Gerais. Jornal Estado de Minas

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Papel de Parede de Ouro Preto

Com uma amplitude de utilidades: divulgar,informar, embelezar, matar um pouco da saudade, lembrar de uma próxima viagem, que o "destino é Ouro Preto" estes (wallpapers) papeis de parede são gratuitos e já vem com o calendario do mês de Dezembro, basta escolher uma das quatro opções de imagens, cliclar no opções de tamanhos de monitores ou telas wide screen e retangular. Faça a sua escolha e salve como papel de parede ou wallpaper.

osquatrodezembro
1920x1280 pixels widescreen (16x9)

Casa da Ópera 1920x1280
Igreja do Carmo 1920x1280
Pico do Itacolomi e Torres
Igreja das Merçês (de Baixo)


1280x1024 pixels  (monitores antigos - 4x3)

Igreja do Carmo 1280x1024
Casa da Ópera 1280x1024
Igreja da Merçês de Baixo
Pico e Torres

sábado, 27 de novembro de 2010

Moeda comemorativa de Ouro Preto

BRASÍLIA - O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou na última quinta-feira (25), o lançamento de moeda comemorativa em homenagem aos 300 anos de fundação da Vila Rica do Pilar do Ouro Preto, informou o Banco Central. Ouro Preto foi a primeira cidade brasileira a ser declarada patrimônio da humanidade pela Unesco. A moeda, elaborada em prata, tem valor de face de cinco reais. O lançamento está previsto para junho do próximo ano, ao custo estimado de cerca de R$ 110.

Em um dos lados da moeda, há uma composição representando a arquitetura da cidade, com seu casario e igrejas, destacando-se a igreja de São Francisco de Assis, ao centro, e Nossa Senhora das Mercês e Perdões, à esquerda. Contorna a orla, a legenda “Patrimônio da Humanidade – Unesco”. No reverso, um conjunto de três anjos e volutas tipicamente barrocos, retirado do medalhão da fachada da igreja de São Francisco de Assis.

A tiragem inicial, segundo o Banco Central, é de duas mil peças, com tiragem máxima de 10 mil moedas. A moeda de Ouro Preto faz parte da série numismática Cidades Patrimônio da Humanidade no Brasil. Serão ainda contemplados as cidades e os centros históricos brasileiros que detêm o título da Unesco: centro histórico de São Luís, centro histórico de Diamantina, centro histórico de Salvador, Olinda e centro histórico da Cidade de Goiás. Fonte: Agência Brasil e Fonte http://imirante.globo.com/noticias/2010/11/26/pagina260314.shtml

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Paulinho Russo

Imagem-076NGERIN
O Paulinho...

Paulo Roberto Russo
Amigo, poeta do som,
Leve e sonhador
Menino interprete
Parceiro da Semana “Santa em Ouro Preto” e de Tatu Pena:
“Memória!”


Toca Paulinho...


Rata-tá!!!! Assim te conheci
Na Bahia tocamos juntos: Flauta e Piano
Vimos Gabriela, matreira, descer o telhado do Vesúvio de Amado
Agora, caro amigo, sinto que faltou aquela última cerveja,
Assim como faltarão teus sons pianeiros no Teatro ao lado do Vicente e da Consolação


E agora Paulinho?


Não tive tempo de tocar a última canção contigo, mas a farei pra você.
Tempo.  Maldito e Bendito Cronos
Linha Tênue no apagado da hora


Vai Paulinho...
Ao encontrar Marco Antônio Araújo aí em cima
Fume e beba com ele por mim,
Encha o infinito com tuas teclas, sons e cores
“Avançando através dos grossos portões / nossos sonhos são muito bons”
Brilhe daí tua estrela que eu, daqui, a mostro pra Aurora, minha pequena


É Paulinho...
Você que só você
Itacaré cidade escolhida – Pedra Bonita
Ao lado da amiga Verônica
teu rosto limpo, tem o corpo agora encantado


Jás Paulinho...
Quiçá ainda, no mistério da vida,
– Paulo, Paulinho, Paulete, Amigo –
possamos de novo tocar “Freuidiana”


És Paulinho, és...


Poema  de Chiquinho de Assis em homenagem ao músico
Foto obtida por Nayara Gerin da apresentação de Paulinho Russo  no Recital de Piano -  na comemoração dos 240 anos  daCasa da Ópera Teatro Municipal de Ouro Preto.